A holding familiar virou palavra da moda nos últimos anos, e com isso veio um problema: muita gente contratou esse tipo de estrutura sem entender se ela era adequada para o seu caso. O resultado foi pagar mais do que o necessário — ou criar uma estrutura que não funcionou como esperado.
Uma holding familiar é uma pessoa jurídica constituída para concentrar e gerir o patrimônio de uma família. Os bens são transferidos para a empresa, e os familiares passam a ser sócios. A gestão ocorre dentro de um ambiente societário, com regras definidas em contrato social e acordo de sócios.
As vantagens existem e são reais: possibilidade de redução da carga tributária na transmissão de bens, proteção patrimonial em alguns cenários, simplificação do inventário e governança familiar mais estruturada. Mas essas vantagens dependem de uma análise criteriosa do caso concreto.
A holding não é indicada para todo perfil patrimonial. Para quem tem um único imóvel residencial, por exemplo, os custos de constituição e manutenção da empresa podem superar os benefícios. A estrutura faz mais sentido para patrimônios diversificados, famílias com múltiplos herdeiros e situações onde há atividade empresarial a ser protegida.
Avalio cada caso antes de recomendar qualquer estrutura. Se você quer saber se a holding familiar faz sentido para o seu patrimônio, a conversa começa com uma análise honesta.
Palavras-chave: holding familiar o que é, quando fazer holding familiar, vantagens holding patrimonial, holding familiar vale a pena
Stephanie Lopes | OAB/BA 83.030 | 71 98243-7534

Deixe um comentário